
Sinto que por aqui partilho sempre o melhor dos meus dias, aquilo que me deixa feliz e me inspira, todas as coisas que são tão boas que preciso de partilhar convosco. Hoje quero falar-vos de coisas menos felizes, quero falar-vos de perda.


Foi uma morte inesperada, seca e dolorosa. Senti que nesse dia perdi uma parte de mim, senti que perdi uma perna e que não sabia como iria voltar a caminhar. Ainda hoje o meu cérebro me prega partidas, ouço-o a saltar da cama para o chão, vejo-o deitado no sofá, procuro por ele na cama, a meio da noite, olho para trás nos corredores, à espera de o ver, e sinto o seu perfume de maçã quando entro dentro de casa.

Têm sido dias difíceis e tenebrosos, onde me tento agarrar ao lado positivo da vida. Reconforto-me em saber que foi um cão feliz, com uma vida cheia pessoas que o amavam. A palavra espalhou-se rapidamente e as mensagens de amor que recebi de amigos, conhecidos e desconhecidos encheram-me de lágrimas e sorrisos. Cada vez que penso no nosso Doug há um nó na garganta, um aperto no estômago e um rol de emoções que não sei onde começa nem onde acaba. No entanto estou grato, estou grato por tê-lo comigo durante quase dois anos. Foram quase dois anos que me mudaram enquanto pessoa e ele deu-me muito mais do que eu alguma vez lhe poderia ter dado. Foram quase dois anos muito, muito felizes.

O Doug teve uma reacção alérgica a uma vacina que só 1% dos cães tem. Ele era o 1% em tudo, incluíndo na quantidade de amor que trouxe para a minha vida e para as vidas de quem se cruzou com ele. Adeus querido Doug, trago-te sempre comigo.

O fim-de-semana está à porta e quero dizer-vos para abraçarem muito os vossos amigos de 4 patas. Encham-nos de mimos, digam-lhes o quão gostam deles e aproveitem para irem fazer aquele passeio que não param de adiar, com ele.
Fred*
















































